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Jornada del Muerto

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"Cada vez que o reino do humano me parece condenado ao peso, digo para mim mesmo que, à maneira de Perseu, eu devia voar para outro espaço. Não se trata absolutamente de fuga para o sonho ou o irracional. Quero dizer que preciso mudar de ponto de observação, que preciso considerar o mundo sob uma outra ótica, outra lógica, outros meios de conhecimento e controle" (Ítalo Calvino - Seis Propostas para o próximo milênio)

 


Jornada del Muerto nasce da urgência de mudanças subjetivas diante das urgências do mundo, adotando a perspectiva das plantas como forma de pensar sobrevivência, tempo e resistência.

Fotografo plantas nativas do deserto do Novo México, no território chamado Jornada del Muerto, onde ocorreu a primeira explosão nuclear da história, em 1945, e onde se localiza a maior base militar de lançamento de mísseis dos Estados Unidos.

As plantas produzem uma experiência de leveza dentro da própria paisagem. Esse encontro me levou a pensar a leveza não como ausência de peso, mas como algo que emerge a partir dele para imaginar outras formas de relação com o mundo.

A partir dessas imagens, recriei visualmente a explosão atômica, tratando-a como uma espécie de radiografia do impacto invisível que atravessa o território. Desenhei essas formas com carvão, criando imagens que passam a dialogar com as plantas e com a própria paisagem.

O trabalho opera nesse campo de tensão entre colapso e regeneração e se apresenta dentro de uma caixa de ferro oxidado, onde os materiais criam uma sensação tátil de peso e leveza, explosão e paisagem.

“Jornada del Muerto” — nome dado por colonizadores espanhóis no século XVI a um território considerado inóspito, um “caminho que não leva a lugar nenhum” — é aqui reativado como um espaço onde a história, a violência e a vida continuam em disputa.


 

“Whenever the realm of the human seems condemned to heaviness, I tell myself that, like Perseus, I must fly to another space. This is by no means an escape into dreams or the irrational. I mean that I must change my point of observation, that I must consider the world from a different perspective, a different logic, and through other means of knowledge and control.”
(Italo Calvino)


Jornada del Muerto emerges from the urgency for subjective shifts in the face of the world’s pressing conditions, adopting the perspective of plants as a way to think about survival, time, and resistance.

I photograph native plants from the New Mexico desert, in the territory known as Jornada del Muerto, where the first nuclear explosion in history took place in 1945, and where the largest missile testing military base in the United States is located.

The plants produce an experience of lightness within the landscape itself. This encounter led me to think of lightness not as the absence of weight, but as something that emerges from it, opening the possibility of imagining other ways of relating to the world.

From these images, I visually recreated the atomic explosion, treating it as a kind of radiography of the invisible impact that runs through the territory. I drew these forms with charcoal, creating images that begin to dialogue with the plants and with the landscape itself.

The work operates within this field of tension between collapse and regeneration and is presented within an oxidized iron box, where materials create a tactile sense of weight and lightness, explosion and landscape.

“Jornada del Muerto” — a name given by Spanish colonizers in the 16th century to a territory considered inhospitable, “a path that leads nowhere” — is reactivated here as a space where history, violence, and life remain in dispute.


 

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